terça-feira, 18 de outubro de 2011

Nós e amarras


 Todo o escoteiro deve saber fazer nós. Eles são essenciais para o acampamento e também para a vida do dia a dia.
Um nó, para ser considerado bom deve satisfazer as seguintes condições

- Simplicidade em ser feito
- Apertar à medida que o esforço sobre ele aumentar. 
- Facilidade em ser desatado
    A melhor forma de aprender a fazer nós é pedindo a alguém, que saiba, que te ensine. Depois a prática fará o resto.
Da perfeição de um nó pode depender uma vida.

    Existem muitos nós, cada um com a sua utilidade diferente. Vamos aqui abordar alguns deles que podemos classificar do seguinte modo:

Nós de travagem – São destinados a rematar a ponta de uma corda de modo a engrassá-la ou evitar que se desfie.

Nós de Junção – Servem para ligar entre si duas cordas de espessura igual ou diferente.

Nós de salvamento – São considerados como tal, os formados por uma ou mais alças que não correm e destinados a subir ou descer pessoas ou objetos.

Nós de Ligação – São utilizados quando se pretende ligar varas ou troncos. A corda necessária à sua execução é proporcional ao diâmetro das varas ou troncos utilizados, e por cada centímetro de diâmetro é necessário 30 centímetros de corda.

Nós diversos – São aqueles que não se enquadram dentro dos capítulos anteriores.

Falcaças – Utilizam-se em volta do seio de um cabo de maior diâmetro de espessura segurando-o.

Costuras – Utilizam-se nos chicotes de um cabo para que este não se desfie.

A espessura de uma corda é designada por bitola (fig.1) e é a partir do seu valor que sabemos se se trata de uma espia (bitola igual ou inferior a 1 cm.)
Cabo solto ou solteiro é aquele que, não tendo uma utilidade especifica, serve para qualquer trabalho.
Num cabo ou numa espia, as extremidades têm o nome de pontas ou chicotes e no caso de a corda estar amarrada, a extremidade que segue o nó tem o nome de Lado Firme e a parte restante da corda designa-se por seio (Fig.2).
A volta na corda que forma um olhal chama-se Cote (Fig.3) e será direto se o cruzamento se der com o chicote por cima do seio, e inverso se o chicote passar por baixo.




NÓS DE TRAVAMENTO

Nó Simples

O nó simples também designado por laçada, pode ser:
- Singelo – Começa-se com um cote direto ou inverso passando por baixo do seio (Fig.4).
- Dobrado – Para a execução deste nó existem dois processos:
 - Dá-se à corda tantas voltas com o chicote quantas as desejadas até ficar com uma disposição semelhante à da figura 5. Para terminar o nó (Fig.6) puxa-se pelas extremidades até ele ficar devidamente socado.

   

 - Aconselha-se quando se deseja um nó com muitas voltas: Enrola-se a corda à volta de um bocado de madeira as vezes que se quiser (Fig.7). Seguidamente, retira-se a madeira e faz-se passar o chicote “A” por dentro das voltas dadas, e simultaneamente por detrás do chicote “B”, como mostra a figura 8. Finalmente, depois de socado, obtém-se o nó desejado (Fig.9).


O nó simples dobrado ou laçada dobrada, pode ainda ser designado por: Nó simples Mordido, Nó de Frade, Nó de Satura ou Nó de Capucho.

Nó de Azelha

Este nó executa-se do mesmo modo que o nó simples mas é dado com a corda dobrada (Fig.10).


Nó de Trempe

Também designado por nó de Oito ou Volta de Fiador, inicia-se com um cote e leva-se o chicote a passar pelo interior deste contornando o seio (Fig.11).


NÓS DE JUNÇÃO

Nó Direito

Este é um dos primeiros nós, senão mesmo o primeiro, que se aprende nos escoteiros. Serve para ligar duas cordas de bitola igual e de materiais iguais que não demandem muita força.
Para executar o nó direito basta cruzar os chicotes duas vezes, sendo sempre o mesmo a passar por cima (Fig.12).


Nó Torto

Este nó varia do anterior apenas porque no segundo cruzamento de chicotes, passa por cima o chicote que anteriormente tinha passado por baixo.
Este nó é pouco utilizado devido à sua facilidade de correr.

Nó cabeça de Cotovia

Também designado por nó de Pescador ou nó de Burro. É o nó usado para unir cordas de bitolas iguais ou próximas, sendo muito finas, molhadas ou escorregadias.
Execução: Coloca-se as cordas lado a lado e em sentidos contrários de forma que o chicote de cada uma delas possa dar o nó simples em torno do seio da outra (Fig.13). Para o nó ficar bem socado é necessário que os nós simples encostem bem um no outro.


Se quisermos que este nó fique ainda mais seguro, faz-se da mesma forma e os chicotes, em vez de uma, dão duas voltas em torno da outra corda, fazendo assim o nó Cabeção de Cotovia Dobrado (Fig.14).


Nó de Escota

Serve para unir duas cordas de bitola ou materiais diferentes. Para a execução é necessário dobrar o chicote da corda mais grossa de modo a formar uma argola por onde vai passar a mais fina que, depois de a rodear, se vai trilhar (Fig.15).


Nó de Tecelão

O único motivo que faz este nó se diferenciar do anterior é o modo como ele é feito e nas cordas em que se utiliza. Este nó é utilizado em cordas muito finas. Cruzam-se as duas espias ficando a da direita por baixo. De seguida o seu seio vai dar uma volta em torno do chicote, formando, assim, uma argola por onde vai passar o chicote da outra espia (Fig.16).


Nó de Correr

Também chamado de nó de laço, este é um dos nós que soca tanto mais, quanto maior for o esforço exercido na corda. O nó de Correr pode ser apresentado das seguintes formas:
- Vulgar Forma-se um cote e faz-se o seio passar através dele (Fig.17).
- Outra forma é o chicote dar uma laçada em torno do seio (Fig.18).

Nó de Pedreiro

Este nó destina-se a prender uma corda a um suporte afim de o içar ou arrastar.
Executa-se fazendo um cote e enrolando o chicote à volta dele, fazendo passar o tronco por dentro dele. Pode-se ainda dar mais uma volta ao tronco com o cabo para maior segurança (Fig.19).
A este nó também se chama: Volta da Ribeira.


NÓS DE AMARRAÇÃO

Nó de Barqueiro

Também conhecido por nó de Porco ou Volta de Fiel, este nó pode ser feito na mão (Fig.20) dando com a corda duas voltas redondas que, depois de sobrepostas, se vão encapelar no tronco, ou feito diretamente no tronco (Fig.21), dando duas voltas redondas em volta do tronco de modo a que o chicote passa por cima na primeira e por baixo na segunda, ficando trilhado.
Este nó serve para amarrar um cabo ou uma espia a um suporte fixo.


Nó de Botija

Além de servir como nó de amarração, este nó é também utilizado para suspender garrafas pelo gargalo (dai a origem do seu nome) ou como adorno no fiador das espadas, daí designar-se também por nó de Espada.
Execução: Depois de dadas duas voltas redondas, de sentidos contrários e ligeiramente sobrepostas, obriga-se o seio a seguir o percurso indicado pelas setas na figura 22.


Nó de Tripé

Este nó é muito útil para se construir um tripé rapidamente.
Dão-se dois cotes, um direto e outro inverso, na mesma corda, e sobrepõem-se ligeiramente (Fig.23). De seguida puxam-se os seios conforme as setas indicam, ficando três olhais que são para introduzir as três varas do tripé. Depois de apertar bem o nó termina-se unindo as pontas com um nó direito (Fig.24).


NÓS DE SALVAMENTO

Nó de Sirga ou Pega

Este nó começa-se com um cote direto e faz-se com que o chicote passe por baixo dele. Repara na figura 25 para melhor veres a execução deste nó.


Nó Lais de Guia

A este nó também se chama de nó de Salvação Simples ou Cadeira Alpina.
Passado sob as axilas de uma pessoa, serve para a suster ou deslocar, quer puxando-a no solo, que içando-a ou deslocando-a (Fig.26).


Nó Lais de Guia Duplo

Também designado por Nó de Salvação Duplo, aplica-se em vez do anterior quando a corda utilizada for de fraca resistência, em relação ao esforço que nela se vai empregar.
Na sua execução, começa-se como o nó anterior, ao que se seguem duas voltas dadas com o chicote, que devem ser semelhantes para permitir uma divisão igual do esforço pelas duas. O final do nó obtém-se quando o chicote terminar o percurso indicado pela seta na figura 27.


Nó de Estribo

O nó de estribo ou alpinista executa-se dando com o seio duas voltas redondas de sentidos contrários, que, depois de ligeiramente sobrepostas, se vai passar o seio pela intersecção das voltas e, depois, socá-lo convenientemente, conforme podes ver na figura 28.


Nó de Encapeladura

Este nó é também designado por nó de Cadeira de Bombeiro ou nó de Catau.
O nó de Encapeladura tem várias variantes. Apresentamos-te aqui duas delas (Fig.29 e Fig.30).

           

NÓS DE LIGAÇÃO

Durante a execução dos nós de ligação, a corda deve estar sempre bem esticada e as juntas bem unidas e puxadas para o centro.
Para se ligarem as varas ou troncos mais grossos é conveniente fazer um desbaste nas superfícies a unir de modo que elas se ajustem.

Botão em Esquadria

Serve para unir duas varas ou troncos, formando entre si ângulos de 90º.
Inicia-se e termina-se a ligação com o nó de Barqueiro. São dadas voltas em torno das varas ou troncos, de modo que passem alternadamente por trás e pela frente, sendo depois, estas voltas, esganadas com voltas dadas perpendiculares às primeiras (Fig.31).


Botão em Cruz

Esta ligação serve para unir varas ou troncos que formem entre si ângulos diferentes de 90º.
Inicia-se com o nó de Pedreiro de modo a abraçar os dois paus, na junção. De seguida dão-se as voltas principais, primeiro num sentido, depois noutro, que irão depois ser esganadas.
Termina-se a ligação com o nó de Barqueiro numa das varas (Fig.32).


Peito de Morte

Serve para reforçar ou acrescentar uma vara. Inicia-se com o nó de barqueiro numa das varas e, de seguida, dão-se voltas redondas em torno das duas varas. Depois de se esganarem estas voltas, termina-se a ligação com o nó de barqueiro numas das varas. Pode-se também fazer o botão de falcaçar, em substituição do Peito de Morte, como podes ver na figura 33.


Tripé

Colocando as varas ou troncos, uns ao lado dos outros, dá-se com a corda diversas voltas falidas, que, depois são esganadas. As voltas falidas são voltas dadas em torno de quaisquer objetos de eixos paralelos, obrigando-se o chicote a descrever sucessivos oitos. Inicia-se e termina-se com o nó de Barqueiro (Fig.34).


NÓS DIVERSOS

Nó de Encurtar

Este nó destina-se a encurtar uma espia sem desatar os chicotes e reforçá-la quando tem algum ponto fraco.
Executa-se formando um “S” com a corda e de seguida dão-se as voltas que se vão encapelar nas dobras da corda (Fig.35).
Para maior segurança pode-se enfiar um pau nas argolas.


Nó de Evasão

Utiliza-se este nó quando se pretende descer por um cabo e recolhê-lo no final da descida (observa a execução deste nó na figura 36).
A descida é feia por uma das pontas do cabo e, no final, puxa-se pela outra ponta para desprender.


Torniquete Espanhol

O Torniquete (Fig.37) serve para esticar um cabo frouxo. Termina-se com dois “Peitos de Morte” em cada ponta.


Nó de Escada

Como o próprio nome indica, este nó é utilizado para fazer a escada típica com varas de madeira (Fig.38). Este nó também é chamado de Volta de Tortor.


Nó de Barril

Nó utilizado para suspender objetos grandes, idênticos a um barril (Fig.39).


FALCAÇAS

Falcaça Simples

Esta falcaça simples (ou de chicotes mordidos) é utilizada com uma corda em volta de um cabo (Fig.40) sendo idêntica ao Botão de Falcaçar.


Falcaça à Americana

Este é outro tipo de Falcaça, observa a figura 41.


Meias voltas mordidas

A figura 42 mostra-te a execução de outro tipo de falcaça.


Falcaça de Agulha

Para segurar as pontas de um cabo, para que este não se desfie, pode-se utilizar a Falcaça de Agulha (Fig.43).


COSTURAS

Costura em Pinha

Vamos aqui fazer referência a 3 tipos de costuras. Esta, a costura em Pinha, utiliza-se para terminar a extremidade de um cabo para que este não se desfie (Fig.44).


Costura de Alça

Esta costura, tal como o nome indica, serve para fazer uma alça na extremidade de um cabo (Fig.45).


Costura Singela

Também designada por costura redonda ou de emendar, serve para ligar dois cabos idênticos entre si pelas extremidades (Fig.46).

Bússola


Devido a grande divergência de como usar uma bússola para orientação, estamos apresentando algumas informações referentes ao assunto para esclarecimento.

Uma bússola é um objeto com uma agulha magnética que é atraída para o pólo magnético terrestre.
Aparência
    
        
Estes são alguns tipos de bússola
Em sua maioria, as bússolas são feitas para serem vistas de cima.
Algumas tem até o fundo transparente, para serem colocadas sobre mapas, como a imagem inferior à esquerda.
Como toda regra tem excessão, a bússola mostrada à direita dela foi fabricada para ser vista DE LADO.
A marca branca funciona como uma mira, para alinhar a antena, vista por trás dela.
Pólos Magnéticos
Como se usa uma bússola?

Qual é o fenômeno que faz a agulha da bússola apontar consistentemente na direção Norte-Sul?

A resposta está na poderosa mas invisível força chamada Magnetismo. A Terra é um imã gigante. Apesar de o magnetismo ter sido descoberto à muito tempo, a sua utilização como auxiliar de orientação é bastante recente.

Descobriu-se que o minério de ferro magnetizado, quando colocado num pedaço de madeira a flutuar num recipiente com água, girava e adquiria sempre uma posição fixa.

A bússola tinha sido inventada!

Breve História da Bússola
Não se sabe ao certo quem teve primeiro a idéia de deixar uma pedra de minério de ferro ionizado indicar o Norte. Estudiosos acreditam que os Chineses foram os primeiros a explorar o fenômeno. "Si Nan" é considerada como a primeira bússola. "Si Nan" significa "O Governador do Sul" e é simbolizada por uma concha cuja pega aponta para Sul.

Como a concha era bastante imprecisa, os Chineses começaram a magnetizar agulhas de modo a ganhar mais precisão e estabilidade. De acordo com alguns escritos Chineses, as primeiras bússolas foram utilizadas no mar por volta do ano 850. A invenção foi então espalhada pelo mundo por astrônomos e cartógrafos para ocidente até aos Indianos, Muçulmanos e Europeus.

A bússola foi desenvolvida através dos séculos, e um avanço considerável foi conseguido quando se descobriu que uma fina peça de metal podia ser magnetizada, esfregando-a com minério de ferro.

O passo seguinte foi conseguir envolver e encerrar a agulha num invólucro cheio de ar e transparente, o chamado invólucro da bússola. E desta forma a agulha estava protegida.

Inicialmente, as agulhas das bússolas "dançavam" bastante e demoravam muito tempo a estabilizar. As bússolas modernas são instrumentos de precisão, e a sua agulha, geralmente encerrada num invólucro cheio de líquido, rapidamente se posiciona na direção norte-sul. 

Declinação Magnética
O norte magnético, para onde a agulha aponta, não se situa exatamente no Pólo Norte definido pelos meridianos. A maioria dos mapas contem meridianos, que são linhas norte-sul. Estas passam pelo Pólo Norte geográfico. Os meridianos são representados por linhas finas geralmente em preto.

A declinação existe porque o pólo norte e o pólo magnético não coincidem. Esta declinação varia consoante o local do mundo. Em certas zonas do Canadá ultrapassa os 40 graus, mas, por exemplo, na Escandinávia ela é desprezível. Os mapas modernos utilizados para fins lúdicos e para a orientação, são impressos com os meridianos corrigidos para a declinação, e para o norte magnético.

Desvio
A agulha da bússola pode ser influenciada por depósitos de minério de ferro, linhas de alta-tensão, vedações e outros objetos de ferro. Todos eles provocam uma leitura errada, a menos que o campo magnético externo esteja exatamente em linha com o eixo de orientação (norte-sul) da bússola e de polaridade oposta, mas as possibilidades de isso acontecer são remotas.
PONTOS CARDEAIS
N    NORTE        0°
L    LESTE      90º
S    SUL        180°
O   OESTE    270°
Obs.: O LESTE também é encontrado como ESTE , e o OESTE como WEST
 
PONTOS COLATERAIS
NE
Nordeste
45º
SE
Sueste
135º
SO
Sudoeste
225º
NO
Noroeste
315º

PONTOS SUB-COLATERAIS
NNE
Nor-Nordeste
22,5º
ENE
Lés-Nordeste
67,5º
ESE
Lés-Sueste
112,5º
SSE
Su-Sueste
157,5º
SSO
Su-Sudoeste
202,5º
OSO
Oés-Sudoeste
247,5º
ONO
Oés-Noroeste
292,5º
NNO
Nor-Noroeste
337,5º

ROSA DOS VENTOS

O satélite  ATLANTIC BIRD 1 está localizado sobre  o Gabão, na linha geográfica do Equador
Sendo assim todas as antenas localizadas na América do Sul devem ser direcionadas para esta posição tendo-se o cuidado de observar a inclinação da "face" da antena e a inclinação do LNBF
No direcionamento das antenas parabólicas usando bussola magnética pode-se ter o alinhamento estando atraz da antena com a bussola na mão, orientando-se os graus determinados pelaCALCULADORA do site , alinhando o ponteiro com o norte na escala da bussola todas as direções que se obtiver usando a graduação serão reais , exemplo da figura que esta alinhada norte da agulha com norte da escala a linha azul seria 40° (quarenta graus) então se a indicação de apontamento da calculadora fosse 40° a face da antena deverá estar apontada nesta direção .
(Após o direcionamento não se deve esquecer de executar a inclinação da antena , e depois do LNBF Vide Clinometro )
          
Ao aproximar-se da antena com a bussola , é necessário observar se ha interferencia magnetica do material da antena na agulha da bussola. Se isto ocorrer, todo o trabalho de verificação das coordenadas deve ser feito afastado da antena para não haver erro na indicação.


Curiosidades: Faça uma bússola com água e agulha

http://www.youtube.com/watch?v=yAsqKmybhmg&feature=fvwrel