sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Receita saudável: Suco de melancia com hortelã

Ingredientes: 1 melancia pequena, 2 copos de água, 3 folhas de hortelã, gelo, açúcar ou adoçante a gosto.
   Modo de preparo: Bata tudo no liquidificador  



Decidimos fazer esse suco, pois,  a melancia, essa deliciosa fruta que gostamos tanto, pertence à mesma família da abóbora, do melão e de outras plantas rasteiras. Além disso a ingestão dessa fruta traz a sensação de refrescância, o que faz com que seu consumo aumente durante os períodos mais quentes. Além disso, ela apresenta importantes propriedades nutricionais, além de vitaminas e minerais em sua composição.
Entre suas propriedades nutricionais podemos destacar o seu potencial diurético que auxilia na eliminação da urina, o que melhora o funcionamento dos rins, e consequentemente diminui as sensações de inchaços provocada pela retenção de líquidos. Além disso, assim como o tomate e a goiaba, ela é fonte de licopeno, que combate os radicais livres, e é um importante aliado no combate ao câncer, principalmente o de próstata. Além de sua atuação benéfica nos rins, a melancia é ideal para indivíduos com pressão alta, doenças reumáticas e gota, que é caracterizada pela elevação de ácido úrico no sangue.

Nutrientes na melancia
Além do licopeno, a melancia possui vitaminas do complexo B, além de vitamina C e vitamina A. Elas irão servir para a visão, prevenção de infecções, combate os radicais livres, dentre outras funções. Na melancia encontramos também os minerais cálcio, ferro e fósforo. 
Melancia – auxilia a perder peso e a hidratar-se
Além de todos esses benefícios associados ao consumo da melancia, ela é uma fruta que possui baixíssimas calorias já que a sua maior parte é constituída por água, o que a torna um excelente hidratante. A melancia é ideal para os lanches que devemos realizar entre as refeições pelas poucas calorias que contém. Acrescentamos o hortelã para aumentar a seu frescor. 

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Como criar insetos e comê-los

Em algumas circunstâncias, insetos são inimigos da humanidade. Em outras, podem se tornar limpos, nutritivos, economicamente relevantes – e até saborosos
Cerca de 2,5 bilhões de pessoas no mundo comem insetos, de acordo com a Organização para a Agricultura e Alimentação das Nações Unidas (FAO). São tribos afastadas, cidadãos urbanos, gente que pensa nos bichinhos de dois pontos de vista extremos: como iguarias caras ou como fonte básica de nutrientes. A ideia, para muita gente, causa repugnância. Mas um grupo considerável de cientistas se empenha em promover a entomofagia (ato de comer insetos) por humanos. Incluindo uma empresa brasileira chamada Nutrinsecta, que busca um selo inédito no Brasil: o de produtora de insetos para consumo humano. Hoje, a empresa já vende os bichos como alimento para aves, répteis, anfíbios.
Para serem consumidos por gente, os insetos precisam ser criados em condições especiais, bem longe de pesticidas e sujeira. “Existem insetos e insetos. Os meus são alimentados por vegetais, são limpos, saudáveis, e muito mais seletivos na alimentação do que nós, humanos”, afirma o inglês Vincent M. Holt, em Why not eat insects? (Por que não comer insetos?), de 1885. Se o sabor é questão de opinião, o valor nutricional desses animais é inquestionável. “Os insetos têm diversos nutrientes, proteína de alta qualidade, são facilmente absorvidos pelo organismo. Do ponto de vista nutricional, são excelentes”, afirma Geraldo Schickler, zootecnista responsável pelas criações da empresa brasileira Nutrinsecta – que produz insetos para alimentação animal e tenta obter licença para apresentá-los como adequados ao consumo humano.
O sabor precisa ser adaptado com receitas criativas. “Os insetos podem ser consumidos assados, torrados, moídos, em forma de molho, como moqueca...”, diz Eraldo Medeiros Costa Neto, professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (BA) e organizador do livro Antropoentomofagia: insetos na alimentação humana. É só visitar a loja virtual Edible (“comestível”, em inglês) para entender que inseto pode ser ingrediente para todo tipo de alimento. Tem vodca sabor escorpião, baratas ao curry, pirulito de formiga... são vendidas 20 mil unidades por mês. As vedetes são as formigas e os escorpiões cobertos de chocolate. Uma embalagem com dez unidades custa quase R$ 10 (mais o frete). Antes de chegar à mesa, porém, os insetos têm de ser criados de forma adequada. Eis algumas técnicas usadas na Nutrinsecta: 
  shutterstock
BESOUROS
Os insetos passam por quatro fases durante a vida: ovo, larva, pupa e adulto. O tenébrio, uma espécie de besouro, é abatido na fase larval, quando tem maior concentração de nutrientes e poucas partes duras. Centenas de bichos são colocados em caixas plásticas, destampadas, com ração, frutas ou legumes no fundo. A ração é um pó formado por farelo de trigo, ovo de codorna e leveduras. Enquanto crescem, os bichos comem a ração e produzem esterco, que é retirado regularmente. Ciclo de vida: 6 meses para besouros comuns e 1 ano para os besouros gigantes. 

Caterina Uxa
BARATAS: As baratas são criadas em barris de PVC tampados, para que fiquem escuros e abafados, forrados com bandejas de papelão. Dentro deles são colocados ração e água, em potes diferentes. Os criadores precisam fazer barreiras antifuga nas bordas dos barris, para que os bichos não saiam andando por aí. Ciclo de vida: 1 ano. 

  shutterstock
GRILOS:
Os grilos vivem em caixas de papelão cobertas por telas. Circulam, assim como as baratas, por cima de bandejas de papelão. Comem em potes de ração e água separados. Ciclo de vida de 6 meses. 

  shutterstock
MOSCAS:
As moscas ficam em viveiros feitos com tela. Neles, são colocados bichos na fase de pupa, anterior à adulta. Dentro do viveiro elas se transformam e botam ovos, que são recolhidos todos os dias. Os ovos ficam em caixas separadas, onde crescem e viram larvas, que podem ser abatidas para fazer outro tipo de produto, diferente do resultante da mosca adulta. Ciclo de vida de 30 dias.
Todos os insetos são vendidos vivos ou mortos e desidratados. Nesse caso, depois de virar pó, eles se tornam ingredientes para ração de animais como aves e répteis.